| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Corvida |
| Família: | Vireonidae |
| Swainson, 1837 | |
| Espécie: | V. chivi |
A juruviara é uma ave passeriforme da família Vireonidae.
Também denominado popularmente de jiruviara, trinta-e-um, juruvira, vira vira e outras variações, além do nome chorão-da-mata.
Seu nome científico significa: do (latim) Vireo = gênero Vireo (Vieillot(1808)) pequena ave migratória verde; e de chivi = onomatopeia francesa. ⇒ Pequena ave migratória verde ou pequena ave verde que emite o som chivi.
Mede 14 cm de comprimento. É detectada pelo canto, simples e repetitivo mas melodioso. Quase nunca deixa a folhagem das árvores, e não é muito frequente vê-la, já que, por ser pequena, de colorido apagado e de comportamento discreto, não costuma chamar a atenção.
Percorre as copas das árvores em busca de seu alimento, que consiste em insetos pequenos (vespinhas, lagartas, formigas, besouros, cupins), aranhas e às vezes frutinhos ou pedaços de frutos grandes, como o da embaúba. Aprecia os frutos da tapiá ou iricuruna (Alchornea glandulosa).
O ninho, apoiado na forquilha de um ramo de árvore, é uma tigelinha de parede delgada e funda, feito com capins e folhas secas por fora e capins finos no interior; externamente é revestido por musgos verdes, presos por fios de teias de aranha e de casulos de larvas de borboletas. Tal ninho mede 8 cm de altura e 8 cm no diâmetro externo. Os 3 ovos brancos com salpicos pretos, pouco numerosos, na metade do pólo do rombo, medem 20 por 15 milímetros. O macho raramente, ou nunca, toma parte na incubação e no cuidado com os filhotes, colaborando, contudo, na alimentação destes. Os períodos de incubação e de permanência dos filhotes no ninho são de 13, e 11 ou 12 dias, respectivamente.
A juruviara é migratória e vive no estrato médio das árvores.
Esta espécie teve origem na elevação de suas subespécies geograficamente distintas ao grau de espécie.(CBRO 2014) A primeira (Vireo olivaceus olivaceus) tornou-se Vireo olivaceus e é característica da América do Norte, migrando até a Amazônia e a outra (Vireo olivaceus chivi) tornou-se Vireo chivi e é particular da América do Sul, sendo portanto a espécie que ocorre na maior parte do Brasil dentre as duas.